Na indústria de usinagem de alta precisão, especialmente em peças grandes e pesadas como estruturas de alumínio, aço ou grafite, o controle térmico e a otimização da trajetória de corte são fatores determinantes para reduzir retrabalho e aumentar a eficiência operacional. Segundo dados da International Journal of Advanced Manufacturing Technology, até 40% das variações de tolerância em peças de grande porte estão relacionadas à deformação térmica não controlada durante o processo de fresagem.
A escolha do parâmetro de corte — velocidade de corte (Vc), avanço por dente (fz) e profundidade de corte (ap) — deve ser adaptada ao material. Para alumínio, recomenda-se uma velocidade de corte entre 180–250 m/min com ferramentas de cerâmica ou carbeto revestido; já para aço, valores mais baixos (100–150 m/min) combinados com lubrificação por ar ou fluido são essenciais para evitar superaquecimento.
Além disso, manter uma rotina de inspeção visual e medição de desgaste das pontas de corte pode reduzir perdas de precisão em até 30%. Um estudo da DMG MORI mostrou que máquinas com sistema de monitoramento de desgaste em tempo real apresentam 22% menos falhas de qualidade comparadas às que não têm essa funcionalidade.
Uma trajetória bem planejada minimiza vibrações e concentração de calor em pontos específicos. Técnicas como "zig-zag" ou "contouring along the length" ajudam a distribuir uniformemente o calor gerado no processo. Em peças maiores que 1.5m de comprimento, isso pode reduzir a distorção térmica em até 18%, conforme observado em casos reais da Siemens Digital Industries.
Para grafite, o uso de ferramentas com geometria de corte específica (como ângulos de ataque de 15°–20°) e menor força de corte evita fraturas. Já para o aço inoxidável, a aplicação de sistemas de refrigeração interna nas ferramentas melhora a vida útil em até 40% e reduz o risco de fissuras térmicas.
A Kebon CNC FH1890L, equipada com o sistema numérico Mitsubishi M700, oferece um conjunto robusto de recursos para garantir precisão mesmo em ciclos longos. Seus eixos motorizados com resolução de 0.001 mm e sistema de compensação térmica automática mantêm tolerâncias dentro de ±0.02 mm em peças de até 1.8m de comprimento — uma performance superior a muitas máquinas semelhantes do mercado.
Durante nosso último webinar técnico, engenheiros da Kebon compartilharam estratégias práticas de ajuste de parâmetros baseadas em mais de 150 projetos reais, incluindo casos de usinagem de moldes para a indústria automotiva e componentes de energia renovável. A interação em tempo real permitiu resolver dúvidas específicas de participantes de Portugal, Brasil e Espanha.